Quando as lentes do olhar renovam os horizontes, tudo que parece o mesmo, pode vir a ser diferente.

09 novembro 2015




A aurora
Da madrugada
da existência,
a aurora de
tudo oque virá,

um curto espaço
no qual trava-se
luta intensa
para tentar
ver a luz
e viver tudo oque
se pensa.
(ADAURY)

22 julho 2015

Poronga






"As conversas sob a luz da "poronga"
varam a madrugada,
a lua já vai alta no céu
e as "visagens" insistem em povoar
o causo do tio avô, que "atirô" sem "vê"
pensando ser uma caça,
mas era apenas a palha do babaçu sob a luz da lua
bailando ao capricho do vento"
 
 
 
 
 

13 fevereiro 2015


A PIPA

Bailando no ar
levada por um leve sibilar
no cio do vento
A pipa sobe 
e foge para o alto
de onde possa enxergar
quem a quer distante 

Aog Rocha




11 fevereiro 2015


Num voo ligeiro
por sobre a superficie de espelho
fito minha sombra
e nela me reconheço.

Aog Rocha




10 fevereiro 2015

A Casinha


Dois quartos,uma casinha
sala,banheiro e cozinha.
Uma mesa,três cadeiras,
um fogão,duas panelinhas.

Retrato de vida simples,
se chove a vida fica fria,
se faz sol e tudo esquenta
a cama fica vazia.
Família de três pessoas,
pai,mãe e menininha,
no quintal,varal com roupas
ou na cerca da vizinha.
Uma casinha e o retrato
de vida simples,concreta...
três camas em um só quarto...
três corpos,um só destino.


(ADAURY)


30 janeiro 2015

Piracema

No rio,canoa e pescador
vão descendo no remanso
o barquinho a favor do vento
contra a correnteza com força.
Joga a tarrafa no banzeiro,
tira o batelão da vaga
que abriu-se na passagem
do choque com a proa da balsa.
Vendo crepitar de peixe
na flor d"água
joga a rede
que o arrastão vai dar fruto.
..e mais duas canoas chegam "junto",
tem peixe pra todo mundo,
é piracema no rio,
canoa e pescador
com a sorte a favor.
Hoje não tem ninguém "panema"
não tem canoa vazia
é tempo de piracema
e entoa-se a cantoria.

(ADAURY)


28 janeiro 2015



"...tempo é um tecido invisivel em que se pode bordar tudo, uma flor, um pássaro, uma dama, um castelo, um túmulo. Também se pode bordar nada. Nada em cima de invisivel é a mais sutil obra deste mundo, e acaso do outro."




Cada um rema sozinho uma canoa que navega um rio diferente, 
mesmo parecendo que esta pertinho.
Guimarães Rosa



26 janeiro 2015


As Luas de dezembro brilham dentro da sala
São coloridas ou douradas 
as luas de dezembro;
me trazem à infância,leves, frágeis, quebráveis
a árvore seca imitando neve é envolta de algodão,
E as luas de dezembro ao ar  feito bolhas de sabão.

Aog Rocha