07 fevereiro 2017
Duelo no micro mundo
Pela manhã me deparo com lagartas destruindo minha planta, paro para observar o micro mundo onde a predominância do verde, chega a ofuscar os olhos;
num embate mortal com uma formiga, uma lagarta se retorce, enquanto são observadas por um gafanhoto verde cheguei, impávido àquela cena, talvez espere o desfecho para então se pronunciar sobre a tal luta, ou quem sabe seja amigo da formiga e inimigo da lagarta...ou vice e versa...
Percebo que ao redor há uma pequena plateia, outros insetos que também estão a observar a luta mas ninguém se aproxima do octógono;
Tenho que ir e não sei explicar quem ganhou o embate final, ao voltar não estavam mais lá, nem os lutadores nem o gafanhoto e nem a plateia, só havia a folha destruída pela passagem dos gladiadores daquele micro mundo.
01 fevereiro 2017
31 janeiro 2017
Barquinho de Papel
Saio a navegar
um minuto de distancia
entre o agora e minha infância
Em barquinhos de papel
viajo por muitos cantos
Atravesso o horizonte
sonhando encontrar
um porto seguro
um ombro
um lar...
Aog Rocha
26 janeiro 2017
DIANTE DAS FOTOS DE EVANDRO TEIXEIRA
DIANTE DAS FOTOS DE EVANDRO TEIXEIRA
A pessoa, o lugar, o objeto
estão expostos e escondidos
ao mesmo tempo, sob a luz,
e dois olhos não são bastantes
para captar o que se oculta
no rápido florir de um gesto.
É preciso que a lente mágica
enriqueça a visão humana
e do real de cada coisa
um mais seco real extraia
para que penetremos fundo
no puro enigma das imagens.
Fotografia-é o codinome
da mais aguda percepção
que a nós mesmos nos vai mostrando,
e da evanescência de tudo
edifica uma permanência,
cristal do tempo no papel.
Das lutas de rua no Rio
em 68, que nos resta,
mais positivo, mais queimante
do que as fotos acusadoras,
tão vivas hoje como então,
a lembrar como exorcizar?
Marcas de enchente e de despejo,
o cadáver insepultável,
o colchão atirado ao vento,
a lodosa, podre favela,
o mendigo de Nova York,
a moça em flor no Jóquei Clube,
Garrincha e Nureyev, dança
de dois destinos, mães-de-santo
na praia-templo de Ipanema,
a dama estranha de Ouro Preto,
a dor da América Latina,
mitos não são, pois que são fotos.
Fotografia: arma de amor,
de justiça e conhecimento,
pelas sete partes do mundo,
viajas, surpreendes, testemunhas
a tormentosa vida do homem
e a esperança de brotar das cinzas.
A pessoa, o lugar, o objeto
estão expostos e escondidos
ao mesmo tempo, sob a luz,
e dois olhos não são bastantes
para captar o que se oculta
no rápido florir de um gesto.
É preciso que a lente mágica
enriqueça a visão humana
e do real de cada coisa
um mais seco real extraia
para que penetremos fundo
no puro enigma das imagens.
Fotografia-é o codinome
da mais aguda percepção
que a nós mesmos nos vai mostrando,
e da evanescência de tudo
edifica uma permanência,
cristal do tempo no papel.
Das lutas de rua no Rio
em 68, que nos resta,
mais positivo, mais queimante
do que as fotos acusadoras,
tão vivas hoje como então,
a lembrar como exorcizar?
Marcas de enchente e de despejo,
o cadáver insepultável,
o colchão atirado ao vento,
a lodosa, podre favela,
o mendigo de Nova York,
a moça em flor no Jóquei Clube,
Garrincha e Nureyev, dança
de dois destinos, mães-de-santo
na praia-templo de Ipanema,
a dama estranha de Ouro Preto,
a dor da América Latina,
mitos não são, pois que são fotos.
Fotografia: arma de amor,
de justiça e conhecimento,
pelas sete partes do mundo,
viajas, surpreendes, testemunhas
a tormentosa vida do homem
e a esperança de brotar das cinzas.
06 março 2016
09 novembro 2015
22 julho 2015
Poronga
"As conversas sob a luz da "poronga"
varam a madrugada,
a lua já vai alta no céu
e as "visagens" insistem em povoar
o causo do tio avô, que "atirô" sem "vê"
pensando ser uma caça,
mas era apenas a palha do babaçu sob a luz da lua
bailando ao capricho do vento"
varam a madrugada,
a lua já vai alta no céu
e as "visagens" insistem em povoar
o causo do tio avô, que "atirô" sem "vê"
pensando ser uma caça,
mas era apenas a palha do babaçu sob a luz da lua
bailando ao capricho do vento"
13 fevereiro 2015
11 fevereiro 2015
10 fevereiro 2015
A Casinha
Dois quartos,uma casinha
sala,banheiro e cozinha.
Uma mesa,três cadeiras,
um fogão,duas panelinhas.
Dois quartos,uma casinha
sala,banheiro e cozinha.
Uma mesa,três cadeiras,
um fogão,duas panelinhas.
Retrato de vida simples,
se chove a vida fica fria,
se faz sol e tudo esquenta
a cama fica vazia.
Família de três pessoas,
pai,mãe e menininha,
no quintal,varal com roupas
ou na cerca da vizinha.
Uma casinha e o retrato
de vida simples,concreta...
três camas em um só quarto...
três corpos,um só destino.
(ADAURY)
se chove a vida fica fria,
se faz sol e tudo esquenta
a cama fica vazia.
Família de três pessoas,
pai,mãe e menininha,
no quintal,varal com roupas
ou na cerca da vizinha.
Uma casinha e o retrato
de vida simples,concreta...
três camas em um só quarto...
três corpos,um só destino.
(ADAURY)
Assinar:
Postagens (Atom)


